Regra nº 1: a pasta é o contexto
Conversas curtas, uma por tarefa. A memória do caso está nos arquivos — não no histórico do chat.
Se você guardar uma única coisa desta documentação, guarde esta: a pasta é o contexto, não a conversa. A IA tem memória, e ela mora nos arquivos que a própria IA cria na pasta do caso — o sumário, o diagnóstico, as fontes, o mapa. Cada conversa nova lê esses arquivos e já sabe do caso. Você não precisa ficar na mesma conversa para "não perder o fio".
Por que conversas curtas
Ficar numa conversa gigante é o erro mais comum de quem vem dos chats de IA — e custa dos dois lados:
- Gasta seus limites. Cada mensagem carrega o histórico inteiro da conversa; quanto mais longa, mais pesada fica cada ida ao modelo.
- Piora as respostas. Com muita coisa acumulada, o modelo se perde: mistura tarefas, esquece o que veio antes, repete o que já fez.
Como trabalhar, na prática
Uma tarefa, uma conversa. Mandou, terminou, fecha a aba, abre outra:
Abra uma conversa e mande /organizar
A IA lê a papelada e escreve os sumários na pasta. Terminou? Feche a aba.
Abra outra conversa e mande /diagnosticar
Ela parte dos sumários — não reexplica nada, não relê os autos. Terminou? Feche.
Outra para /buscar-fontes, outra para /redigir, outra para /revisar
Cada uma começa leve, com o caso inteiro disponível nos arquivos, e nenhuma carrega o peso da anterior.
O resultado de cada etapa está na pasta, visível no painel de arquivos e conectado no Cérebro da pasta — não no histórico de um chat que você precisaria rolar para achar.
Modelo leve para tarefa leve, pesado para o raciocínio
Como cada conversa é uma tarefa só, você escolhe o modelo pela tarefa — e é aí que o consumo rende. Modelos leves para tarefas leves: organizar a pasta, extrair datas, resumir um documento, responder uma dúvida sobre os autos. Modelos pesados para a parte que exige raciocínio complexo: o diagnóstico das teses, a redação da peça, a revisão final antes de protocolar.
Um caso típico, então, não roda inteiro no modelo mais caro: o /organizar vai num modelo
rápido, o /diagnosticar e o /redigir vão num modelo forte, cada um na sua conversa.
Conheça a escada de modelos →
Não troque de modelo no meio da conversa
Cada modelo tem seu jeito de raciocinar e de usar as ferramentas. Trocar de modelo no meio de uma conversa pode causar problemas de incompatibilidade: o novo modelo herda um histórico que não foi feito por ele e pode se confundir. Escolheu um modelo, fique com ele até o fim daquela conversa. Quer testar outro? Abra outra aba — a pasta continua lá, o contexto também.
Nota
Regra prática que resume tudo: uma tarefa, uma conversa, um modelo — do tamanho da tarefa. É o jeito de os limites durarem mais e de as respostas saírem melhores.
